oficina de gastroecologia i - cultivar, alimentar, colaborar, estudar
A Oficina de Gastroecologia Elementum é uma introdução prática e política a formas de cultivar, alimentar, colaborar e estudar a partir das condições concretas de cada território. Inspirada na agroecologia como campo de conhecimento, prática agrícola e organização política, a oficina aborda a produção e a circulação do alimento como questões de autonomia, soberania alimentar e defesa territorial, deslocando o alimento de sua condição exclusiva de mercadoria para pensá-lo como infraestrutura da vida coletiva.
A Gastroecologia Elementum traz essas questões para a escala cotidiana da casa, da cozinha, da janela, da parede, do quintal e da laje. Em vez de partir de um modelo ideal de cultivo ou de condições que ainda não existem, pergunta: o que este território já torna possível? A oficina convida participantes a observar recursos disponíveis — luz, sombra, água, calor, recipientes, plantas, alimentos, conhecimentos, espaços de encontro e redes de troca — e a investigar como eles podem ser recombinados para produzir novas possibilidades.
Por meio de atividades simples de mapeamento do território e da casa, primeiro cultivo, observação dos alimentos, colaboração e documentação, participantes experimentam práticas que podem continuar depois do encontro. Não se propõem dietas universais, soluções tecnológicas complexas ou modelos abstratos de sustentabilidade. Cultivar pode começar com um vaso ou uma garrafa; alimentar, com a investigação do que é acessível, sazonal e substituível; colaborar, com a circulação de sementes, mudas, receitas, ferramentas, tempo e conhecimentos.
A pergunta que atravessa toda a oficina — “O que pode ser cultivado aqui?” — refere-se, portanto, não apenas às plantas, mas também a alimento, conhecimento, colaboração, autonomia e continuidade. Cada participante termina o encontro escolhendo uma pequena ação concreta a realizar, observar e documentar, fazendo da oficina o começo de um percurso, e não uma atividade isolada.

